terça-feira, junho 30, 2015

O disco Poema Maldito tem uma energia em sua volta que é muito boa, silencioso leit@r. Eu não tinha me dado conta disso nas energias que envolviam os meus outros discos, o Lua Singela, o Cinema Ìris, o Antigo. O leit@ sabe que tudo está envolvido de energia, que é o encontro de coisas que saem e entram nelas, na gente, porque não exite saída sem entrada, como diz aquela velha música “Plataforma”, que antigamente a Simone cantava “... a plataforma dessa estação é a vida”, quer dizer, saída e entrada são a mesma coisa e o Poema Maldito está envolvido de coisas boas que entram e saem dele...
Então, sua energia é boa e bonita, e vejo agora o que não tinha visto nos outros trabalhos, cujas energias entram e saem do Poema Maldito, por isso são também boas. As energias do Cinema Orly, do Cinema Íris, do Mamãe me adora, do Lua Singela, do Rato e d’As Vizinhas de Trás e do Antigo, tudo concentrado e circulando, entrando e saindo do CD.
Além disso, as pessoas dele e do crowndfunding, que um dia nomearei tudo outra vez.

Fui.

segunda-feira, junho 29, 2015

domingo, junho 28, 2015

As Vizinhas de Trás que fiz pra Ana.
Ela tinha visto as Vizinhas numa postagem que o Carlos fez sobre música, livros e vinho e As Vizinhas de Trás dele e da Mônica estavam lá.
Eu fiquei muito feliz, porque a Ana curtiu e me encomendou as dela.
O leit@r silencioso sabe que elas já são outras, porque, além das cores, que eram minha atenção ao fazê-las, à medida que o tempo foi indo, fui prestando atenção noutras lances delas, tão se ligando?

Vejam:

sábado, junho 27, 2015

Tou muito orgulhoso de ter participado do disco novo de Rogerio Skylab “Desterro e Carnaval”, o último volume de sua trilogia dos carnavais, um disco de poesia, como é tradição na MPB.
Ele colocou o disco pra ser ouvido em seu site e o silenciosíssimo leit@r, poderá fazer download gratuito também.
As formigas cabeçudas estão para brigar.
Vejam:

quinta-feira, junho 25, 2015

Isso de fazer apenas o que se quer, ficaria melhor vindo do pensamento de artista muito bem sucedido e com muito dinheiro e não de um artista como eu, que há muito pouco tempo se assumiu artista, embora sempre tenha sido, no vácuo em que esteve.
Dos meus trabalhos, o Cinema Orly, o Rato e o Lua Singela são os que tiveram melhor distribuição. Os outros não tiveram nenhuma. Hoje, nenhum deles, nem Cinema Íris, nem Poema Maldito, nem Mamãe me adora é distribuído e o leit@r pode encontrá-los nas promoções, nos sebos, nos restos, sobras das vendas de algumas livrarias culturais ou comigo, que consegui tê-los, e que os vendo assim, fora do mercado.
Então, mesmo que eu seja um artista que tenha pouca entrada no circuito de vendas e que, por isso, eu não viva de minha música, de meus livros, de meus quadros e tudo, não penso parar de fazê-los.  Eles são o meu motivo, meu ânimo, e construí-los é pra mim o esplendor da vida. É, assim, um fazer apenas o que quero fazer, boníssimo leit@r.
Eu poderia ser um daqueles que dizem fazer o que chamam de Art Brut.
A minha música já foi chamada de suja – ou fui eu mesmo quem chamei – e dos artistas que tenho como ídolos está o Arthur Bispo de Rosário e o Profeta Gentileza.
Eu sei, o Arthur Bispo do Rosário não faz arte suja. Nem o Profeta Gentileza colocou bandeiras sujas nas pilastras da entrada da Ponte rio Niterói, na entrada da rodoviária Novo Rio.
E nem há brutalidade em suas obras, senão delicadezas.
Esses artistas têm uma tradição divina e, embora a arte, de um modo geral, tenha essa tradição, os meus livros e discos e telas têm pretensão a um mercado.
Isso, eu acho, não é uma contradição, se liga.
Estou fazendo As Vizinhas de Trás para a Ana.
E tou achando elas lindas.
Quer dizer, a que fiz hoje estava destoando das outras, feia. Mas depois que eu coloquei uma boca nela, ela enlindeceu e ficou no páreo das outras.
Estou super contente.

Fui.

quarta-feira, junho 24, 2015

Tela preparada para fazer As Vizinhas de Trás da Ana, e comecei.
Tinha combinado com ela de ir fotografando o processo e ir mostrando pela internet. Mas eu desisti disso, prefiro mostrar quando estiver pronta e todos os problemas imaginários estiverem resolvidos. Ou os problemas imaginários não estiverem resolvidos. E também, se os problemas são imaginários, é porque cada um imagina o seu, entende, boníssimo leit@r?
Então, não sei, se porque estou muito dentro delas e indo pelas entradas onde não estão imaginados os seus problemas, não sei se por isso, estou achando a primeira - das cinco que farei na tela - linda!
Quis fazer uma negra, mas veio uma morena lindona, de cabelos black, negra.
A Ana concordou que su’As Vizinhas de Trás” fossem surpresa, então ficou certo.

Fui.

terça-feira, junho 23, 2015

Terminada As Vizinhas de Trás que fiz na vertical.
Foi um pedido de Margareth. Ela foi a primeira pessoa a comprar uma de minhas telas. Eu estava obssessivamente fazendo elas. Pedro estava achando bonito. As tintas eram dele, que as trouxe de Sta Rita do Passa Quatro. Margareth era sua vizinha, a dois quarteirões daqui, no bairro de Sta Rosa. Ele mostrou as fotos pra ela, que pediu que levássemos umas vizinhas em sua casa. Ela queria.
Aqui em casa Pedro escolheu as mais bonitas pra levar.
Mas eu, que sou o pai, peguei mais uma. Era uma feiazinha. Eu próprio tinha achado ela feiazinha e tinha tentado refazer ela que tava cheia de tinta. A verdade é que ela tinha ficado mais feia ainda com os meus retoques, como naquela estória do nariz do filho do diabo, o silencioso leit@r conhece?
Aí, surpresa: a Margareth e o Robe escolheram a que estava como o nariz do filho do diabo. E o boníssimo leit@r entende: quando se gosta de alguma coisa, é porque é lindo, se liga.
Fui.

Vejam, ela completa: