sábado, outubro 25, 2014



Os baile do lado legal do morro deu um tempo, não sei se também foi reprimido ou o que houve. Mas o pessoal funkeiro de minha comunidade-condomínio, continua indo pra balada de outros bairros. Hoje, de manhã, quando chegaram, teve confusão. Alguém queria dar porrada, alguém tava doidona. De meu novo endereço, não ouço em cheio, saí do alvo de entendimento que me prendia ao movimento sinistro do Pessoal de Trás, e, aí, leit@r, voltei a meu cochilo, livre.
Quando eu tava lá embaixo, sabia de tudo, eu via todo o movimento, era chupado pela energia que sua onda tinha, uma atração a que não conseguia resistir, mas o bondoso leit@r entende, não é pra mim. Bom que a Onda Eterna me jogou cá pro alto.
Sim, pra mim, o funk carioca é o que apareceu de música mais expressiva, assim, o grosso, o cerne, o nó de onde brotam substâncias de Onda Eterna, acho que o boníssimo leit@r entende. Mas não está pra mim, eu já disse.
Pra mim, o barulho surdo do soquete, que faz o almoço no apartamento ao lado.
Fui.

sexta-feira, outubro 24, 2014



Assisti, ontem, no youtube ao documentário “Música para os Olhos” dirigido pelo Hilton Lacerda, e que mostra o Cartola: https://www.youtube.com/watch?v=suxgrU9ISDU

O bom leit@r sabe, um detalhe, assim, de repente, um ventinho que moveu de leve o mato por onde passamos, um lance quase despercebido no meio de tanto mover de mato e vento, quer dizer, eu já tinha reparado na música “Autonomia”, mas eu nem sabia o nome. E, aí entrei por ali, leit@r.

E vim parar aqui:

quinta-feira, outubro 23, 2014



Considerando o post de ontem, em que não se consegue ver a onda, eu teria de fazer como fez o Brás Cubas, para visualizá-la de meu texto. Para trazê-la inteira para dentro de meu texto teria de estar como ele ou como Clarice Lispector, que, nessa entrevista, fala de seu túmulo:
Fui.

quarta-feira, outubro 22, 2014



Começarei outra de minhas telas na aula, hoje.

No caminho irei pensando no que poderei fazer ainda como exercício.

Fora isso, as coisas estão acontecendo sem aparecer, leit@r, acho que já disse isso antes. Imagina a pressão delas acontecendo caminho afora, sem que a gente veja. Imagina o barulho, o horror, depredando tudo, como nas Ondas Eternas do Zé Ramalho. É possível mesmo que a gente nunca consiga ver, por estarmos no meio do seu tumulto acontecendo, como um cara que a surfasse sem enxergá-la, em panorama, da praia.

Isso seria a introdução de uma coisa que eu contasse.
Mas, fui.

terça-feira, outubro 21, 2014

Ontem, Pedro esteve no Parque Lage e fotografou minh’AsVizinhasde Trás – Gentileza.
Em casa, mostrei a minha Vizinha de Baixo. Ela achou que a tinta acrílica deixou as bichanas pesadas –acho que no bom sentido, boas. Quando coloquei na parede, junto às outras, achei que o peso de que minha Vizinha falou, na verdade é um viço, entende leit@r silencioso, assim, um sobressalto.
O professor, quando pedi a opinião dele, fugiu pela tangente:
- Você precisa fazer uma coisa diferente. Isso ainda são exercícios. Use outras aplicações... 
Vê:


segunda-feira, outubro 20, 2014



Animado em terminar As Vizinhas de Trás que havia começado a fazer há duas aulas passadas. Hoje terei aula.
Como  disse a meu bom leit@r, na minha cabeça, ela está meio uma bandeira-azulejo à moda Gentileza, o profeta.
São engraçados esses lances: sempre que passo na rodoviária, embaixo da entrada da ponte, meu olhar procura as pilastras, onde estão os vários painéis que o Gentileza fez. Então, eu me lembro da vez em que fui ver uma exposição do Arthur Bispo do Rosário, e fico pensando nisso, em como esses caras incríveis - como parafraseou o Rodrigo Contrera a respeito de meu disco “Cinema Íris” - viram o mundo como a gente de baixo e, aí, eu me identifico demais com as suas ranhuras, nervuras e tudo. Então, mesmo que me sinta muito cru, e mesmo que esses caras não sejam apoio de nada, são um horizonte.
Como quando não entendi, quando o Silvio Essinger, uma vez, lembrou-se de Damião Experiência, ao ouvir o Cinema Íris.
Fui.