sábado, fevereiro 06, 2016

Me inscrevi no Dia da Música 2016, para a apresentação do Poema Maldito no festival e o site, como forma de divulgação e concurso, pede curtidas dos leit@res, pra que o show aconteça. Bora lá curtir e fazer o show? Obrigado, pessoal!
É aqui:

http://www.diadamusica.com.br/luiscapucho
Quanto mais pessoas clicarem em “quero ir” ao show do artista, mais chance ele terá de ser convidado a fazer um show no Dia da Música!
DIADAMUSICA.COM.BR

sexta-feira, fevereiro 05, 2016

Show Poema Maldito - Luís Capucho - No Audio Rebel (Botafogo) Parte 1

O que mais próximo me lembra o fato de eu ter violões é,
quando pequeno, eu tinha os meus peões, aqueles losangos redondos com uma ponta
de prego, que eu enrolava num cordão e lançava no chão pra ele girar.
Tenho três violões: o com que fiz o show do disco Antigo, em
1995, e que empenou, não me serve mais, embora fique aqui em casa, encostado.
Um outro violão grande e bonito que eu quase não toco e que foi presente dos
amigos, que, muito antigamente, num acampamento, quebraram o violão que eu
tinha e, aí, fizeram uma vaquinha pra me presentear com esse outro. E tenho
esse terceiro violão com que faço os shows Poema Maldito.
Esse violão com que faço os shows de agora, é um violão
honrosamente escolhido pra mim pela Lucinha Turnbull, que foi comigo comprá-lo numa
loja em Ipanema. Tudo chique!


E quem tem violão sabe que coisas estranhas acontecem, tipo,
tem dias que o som do violão é um troço entediante, que não pega o coração da
gente, é um troço frio, chato, mas a gente ta ali, tocando. Também, por
exemplo, no início, cismei que o mizinho tava ruim e fiquei um tempão com a
cisma. Depois sumiu. Depois o violão começou a zoar e tinha cupim, mas até hoje
não pude confirmar, porque nos dias de shows, os cupins ficam quietos e o
violão não zôa. E, ontem, o mizinho tava estranho de novo, leit@r. Um estranho
diferente, não era cisma. Alguma coisa tocava a mais nele, sei lá... tudo bem.

quinta-feira, fevereiro 04, 2016

O Camponês - show Poema Maldito.

O Poema Maldito é dos discos que fizemos, aquele em que estoumelhor situado, talvez, porque ele carregue pelo rabo os outros três discos e na sua grinalda tenha também os livros.
Quando com o maravilhoso maestro Paulo Baiano, fizemos o Lua Singela e o Cinema Íris e quando, com o não menos maravilhoso Rafael Saar,lançamos o Antigo para download, apenas, é possível que minha situação fosse, de algum modo, a mesma de agora.
Mas sei lá, leit@r, sempre me lembro daquele ditado que mamãe gostava de dizer. Ela gostava de dizer que “O Diabo só caga em monte grande”. 
E tenho sentido que, com o Poema Maldito – e isso não é me gabar, leit@r - meu monte começa a marcar uma posição, mesmo que no texto do Felipe para divulgação de nosso próximo show - o show do Cine Jóia, do dia 15 desse mês – ele tenha nos posicionado num Buraco e mesmo que mamãe, no ditadoque gostava de dizer, falasse em Diabo, que todo mundo sabe é um anjo tido como maldito, quer dizer, mesmo que, ainda no texto do Felipe, o buraco seja mais embaixo, como ele, sobre nosso próximo show, fala, é um buraco de iluminação.
Vejam:
“E perceba: o fim do carnaval nos convida para o desmascaramento dos sentidos. O desbunde final. Iluminemos o escuro.”
E esse texto continuaria em muito mais coisas, por exemplo, nas estrelas artesianas, no Diário da Piscina, no Peixe, no Crocodilo, noHomens Machucados e tudo o mais que tenho a dizer, mas que vou dizendo pelos dias do meu Blog Azul.

quarta-feira, fevereiro 03, 2016

Tem rolado umas músicas americanas antigas, todos os dias, na rua de trás, e que entram por meu apezinho melando tudo, leit@r. Meu coração fica mole, mole e pá!
Também, a gente tem conseguido cavar uns shows por aí, e vamos repetir o Poema Maldito no Cine Jóia, no dia 15, quando o carnaval já estiver acabado.
O Felipe fez um texto pra divulgação, que assino embaixo.

Vejam:

domingo, janeiro 31, 2016

Quando estivemos em São Paulo, na Casa do Mancha, para num show com o compositor e cantor Gustavo Galo, apresentarmos, ao vivo, o CD Poema Maldito, eu soube que a Julia tava publicando uns livros da família e dos amigos. Aí, numa conversa, fiquei de lhe mandar o meu Diário da Piscina para que ela visse qual era a do livro e, assim, ver se a gente poderia pensar numa publicação por sua editora, a É selo-editora.
Essa semana, eles estiveram aqui no Rio, e vieram aqui no apezinho.
Gustavo Galo veio pra que a gente conversasse sobre a produção de uma de minhas músicas, a “Antigamente”, para um disco pensado pelo Felipe Castro e com o dedo do Bruno Cosentino, o Crocodilo – depois eu vou dizer apenas desse disco, porque, agora, é o Diário da Piscina.
E Julia, para a minha alegria, veio dizer que topava publicar comigo o “Diário...”, por sua É selo-editora. Então, começou a contagem regressiva. Eu mandei o livro para BH, porque faz muito tempo, pedi a ajuda do João Santos e ele topou ler o livro para esse fim. O João é um dos meninos mais inteligentes que eu conheço. O silencioso leit@r sabe que as pessoas mais inteligentes são, assim, um pouco mais metidas, mais frias, mais autoritárias, fortes, enojadas e tudo. Outro dia conheci uma jovem trans assim, era insuportável, leit@r.
Mas o João, não. Ele é amável, doce.
Yahahhhahahhahhahah! J

luís capucho, a Camisa-tótem e o Tótem Poema Maldito de Alan Lanzé.

sábado, janeiro 30, 2016

Os gatinhos de Pedro - luís capucho

Quando eu era adolescente, vinham umas pessoas me dizer
“porque eu ficava ouvindo as músicas americanas da Rádio Mundial, se eu não
tava entendendo nada”, aí eu dizia que tava ouvindo porque não entendia o que
falavam e aí podia ficar livre pra o que eu sentia, e livre pra deixar o
pensamento ali, no meu sentimento e tudo. Eu tou lembrando isso, porque quero
falar d’Os Gatinhos de Pedro” aqui, no Blog Azul, e como autor de Língua
Portuguesa, sei que, talvez, as minhas letras tirem um pouco a liberdade de quem
ta ouvindo, que acaba sendo invadido pelos meus sentidos e tudo. Mas saibam que
a vida é livre, que tudo é livre e que as intenções de um autor são nada,
diante dos sentidos de cada um e que o meu silencioso leit@r poderá fazer
ligação nenhuma ou a ligação que quiser entre os gatinhos de Pedro e os
hieróglifos e a árvore da calçada e o sol e Simon e os vivinhos de trás e...


Vejam:

sexta-feira, janeiro 29, 2016

Cavalos - show jan 2016

Nessa noite, demorei um pouco a dormir. Eu tenho muito no
que pensar e fiquei pensando. E tenho uma tendência ao pensamento fixo,
silencioso leit@r, mas nessa noite, eu tava aleatório e, aí, pensei desde a
inutilidade das metáforas, devaneei um pouco com as músicas da rua de trás que
entravam por minha janela, até o último dia de nossas vidas.
Também fiquei lembrando:
Nós já tínhamos chegado no Bar Semente, onde deixamos nossas
coisas para o show Poema Maldito do último dia 22 e fomos pra uma lanchonete,
porque o Pedro tinha fome.
Eu fiquei olhando as pessoas do final de semana na Lapa. Era
todo mundo muito descolado, colorido, gostoso, jovem. Aí, apareceu um casal que
ficou no balcão, comendo, à nossa frente. A gente tava sentado.
A menina desse casal, a Eduarda, tinha os olhos maquiados de
um jeito bem lindo, azul, aí, eu me levantei, pedi licença a ela e me
expliquei:
- Vou tocar daqui a pouco e gostei muito da pintura nos seus
olhos. Você poderia pintar os meus? – aí, ela veio, como se nos conhecêssemos e
pintou o meu olho.
Depois, enquanto o sono não me pegava, fiquei pensando em
como gostei de fazer esse show, o mais próximo do disco, embora eu tenha tido a
preocupação de dizer – depois me senti meio bobo com isso - que o show não é o
disco e tudo.


Eu não vou ficar dizendo sobre todas as coisas em que tenho
de pensar. Essa é apenas uma postagem com o pretexto de postar a Cavalos que o
Pedro filmou em seu celular, no meu Blog Azul. Vou dizer que antes de tocar a
Cavalos, eu disse, no show, ter aprendido minhas letras com meus parceiros
letristas e digo também porque Cavalos está na narrativa do meu Cinema Orly: