quinta-feira, agosto 27, 2015

Homens Machucados - luis capucho

Porque eu fico amarelando na hora de mostrar o disco, os
shows Poema Maldito têm sido a apresentação das músicas dele num outro formato,
que não o seu “voz e violão” com as interferências tecnológicas do Felipe, que
tem me acompanhado com outros instrumentos, às vezes baixo, às vezes, violão e
tal.
Desde o penúltimo show, em São Paulo, ele tem trocado o
acompanhamento de violão, por uma guitarra, o que pra os ouvidos soa mais
brilhante e o meu boníssimo leit@r sabe, esse som com mais brilho tem mais a
ver com minhas letras cheias de imagens e tudo.
Além das músicas do disco, a gente toca músicas de outros
discos meus, tipo, Eu quero ser sua mãe, Maluca, Cinema ìris... e para o
próximo show, como o Felipe não vai poder ir para Salvador, irei apresentar o
disco o mais próximo que eu consiga de sua gravação original, quer dizer,
somente na voz e violão, porque fui honrado com um convite para participar do
II Seminário Internacional Desfazendo Gênero, na Universidade Federal da Bahia,
onde no dia 4 de setembro, 20 h, apresento o Poema Maldito. E no dia 6, com a
Professora Denise Carrascosa vou falar dos livros que escrevi, o Cinema Orly, o
Rato e o Mamãe me adora.
Voltando aos shows, decidimos colocar neles, a partir de
agora, uma música inédita, a Homens Machucados. Ela ainda não ficou ensaiada o
suficiente para o show do Bar Semente, mas numa primeira forma, ela já é.
Vejam:
                                                
Homens Machucados
                                                                       
            luís capucho

Eu era um menino quando homens machucados eram mais bonitos
pra mim
Um homem machucado de todo perfeito
O peito ferido, belezas escorrendo dos olhos dele
Do corpo dele, no pescoço, pelos flancos, no seu centro,
dentro dele,
Pernas abaixo
Beleza assim de Cristo na cruz
Os braços abertos, sagrado coração
Cabelos sangrentos no vento frio
Chagas abertas, coroa de espinhos
Sangue vermelho no céu azul
Homens machucados eram mais bonitos pra mim
Lindeza de Jesus, que veio me salvar
Que vai morrer por mim
Homens machucados eram mais bonitos pra mim
Lindeza de Jesus, que veio me salvar
Que vai morrer por mim. 

terça-feira, agosto 25, 2015

Inferno com marcos sacramento

Eu gostei demais da participação do maravilhoso Marcos
Sacramento no show Poema Maldito que fizemos no Bar Semente, dia 22 de agosto,
agora. Ele participou de uma música que não está no disco, mas que faz parte de
nossa estória particular – o meu silencioso leit@r sabe que Sacramento é meu
amigo particular ainda do século passado - e no século passado, por conta das
sequelas motoras de um coma de um mês que me pegou, fiquei uns três ou quatro
anos para conseguir voltar a fazer um mi maior no violão. Quando finalmente
consegui tirar um, mais ou menos limpo, pedi a meus parceiros da época que me
dessem letras simples de interpretação, porque além de ser apenas um acorde,
minha voz estava mais, mas muito mesmo, monocórdia do que ela naturalmente é. Então,
Sacramento me deu a letra de Inferno, que foi minha primeira música nessa minha
nova versão de luís capucho. Antes, tinha feito apenas letras e a única que
sobrou foi Algo Assim, musicada pela Mathilda.
O Sacramento está com uns shows aí pela frente e às quartas-feiras
está fazendo o Bar Semente, bom leit@r.
No Inferno ele fez uma corneta celestial que foi a nossa
maravilha, a minha, a dos olhos baixos de demônio do céu de Felipe e do pessoal
que tava lá e, agora, de meus particulares leit@res. Tudo no celular do Pedro.
Vejam: 

segunda-feira, agosto 24, 2015

Poema Maldito - luís capucho

O Poema Maldito para além do que me aconteceu na praia de
Icaraí, é resultado de minha amizade com o Tive – José Maria Martinez – , amizade
que começou quando ele virtualmente traduziu para a sua língua espanhola o
Cinema Orly. Depois, ele me disse que ficou sabendo saber fazer poesia e quando
eu lhe contei o acontecido na praia, alguns dias depois de silêncio mortal, ele
me devolveu a estória na letra de Poema Maldito, que intitula o CD.
Eu digo estória, porque no entusiasmo de lhe contar o que
tinha me impressioando e também na impossibilidade de contar o lance no seu
cerne, as palavras que eu lhe escrevi em português foram inventando a estória,
o que certamente ficou aumentado em ficção e em proximidade ao que hoje chamam
“nuvem”, ao ele me devolver o bastão na forma final de Poema Maldito, o poema,
a letra.
Depois, quando coloquei a melodia, o caso ganhou mais um degrau
de afastamento do original e subiu mais um pouco. No show do Bar Semente, ao
final, eu tentei trazer de volta o caso pra sua origem, para o chão.
Vejam: 

domingo, agosto 23, 2015

generosidade - luís capucho

O show de ontem foi emocionante demais pra mim.
Eu fiquei triste no início porque, o boníssimo leit@r sabe,
minhas músicas são pouco conhecidas e o meu pequeno público muito esparso pra
que se possa concentrá-lo num dia de show e tal, mas depois que começamos a
tocar, eu via que era aquilo mesmo e que as músicas precisam de prática para
serem vivas e, aí, elas foram me pegando com sua força boa, a gente foi indo na
correnteza delas e fomos curtindo, de modo que a gente – eu e Felipe - e o
pequeníssimo público não ficou triste mais.
Dessa vez, Pedro filmou bastante coisa e quero editar
algumas, a participação maravilhosa do amigo Marcos Sacramento, minhas explicações de músicas, a explicação de minha camisa de show, tudo, antes de mostrar. Também ele descarregou no meu computer umas gravações
que fez do show que fizemos na Casa da Árvore e quero aprontar melhor tudo para
levantar na internet.
Ele pegou um trecho de generosidade e gostei demais de ele
cantando junto.


Vejam:

sábado, agosto 22, 2015

É hoje:
foto:Ana Rovati

LUIS CAPUCHO | SHOW POEMA MALDITO | PARTICIPAÇÃO MARCOS SACRAMENTO


LUIS CAPUCHO | SHOW POEMA MALDITO

"Depois de viagens ao Espírito Santo – Cachoeiro do Itapemirim – e Aparecida do Norte para as filmagens do documentário-ficção Peixe - Fish”, um longa metragem do cineasta Rafael Saar sobre a sua produção lítero-musical, e de seu primeiro show autoral em São Paulo, na Casa do Mancha, Luís Capucho, cantor, compositor e escritor, apresenta o álbum Poema Maldito pela segunda vez no Bar Semente, na Lapa do Rio de Janeiro.

Rotulado ‘maldito’ pela mídia, Capucho é um fantasma da transgressão. A crueza dos arranjos, da poética, do seu canto e seu violão, misturados com momentos de sutileza e delicadeza, revelam um artista sofisticado que se aprimora e, na brutalidade de sua interpretação, se refina.

Neste show, Luís é acompanhado por Felipe Castro no baixo e terá a participação de honra de Marcos Sacramento."

Serviço:

Serviço:
Data: 22 de agosto, 20h
Bar Semente
Rua Evaristo da Veiga, 149
Lapa- Rio de Janeiro

Reservas: contato@barsemente.com.br ou
(21) 2507-5188 e 99781-2451

sexta-feira, agosto 21, 2015

Acordei cedinho e atravessei a ponte para encontrar o Bruno Cosentino e conversar pela primeira vez com ele sobre o que era um improvável meu disco novo. Toquei para ele umas músicas que tenho aqui, e quando eu me despedia, ele me perguntou se poderia falar de nosso encontro. Eu disse que sim, porque eu queria compartilhar dele o que ele dissesse.
Tenho sido muito feliz, bom e silencioso leit@r, pelo modo como outros artistas, a exemplo de Rogério Skylab, Michel Melamedgustavo galoRafael Saar, Ney Matogrosso, Bruno Cosentino e outros têm olhado para meu trabalho de música.
Vejam a postagem dele:
Bruno Cosentino
Quem me apresentou ao som do Luís Capucho foi meu amigo Marcos Lacerda, dizia que era um compositor maldito, maravilhoso, escritor, gay, que tinha um discurso muito direto sobre a sexualidade. Era tudo o que eu sabia. Aí fui fazer um show no Teatro Café Pequeno e finalmente pude ouví-lo. Amei, fiquei tarado, e o convidei para participar do show. Ele topou, o que me deixou no céu. Cantamos a linda "A expressão da boca", que pretendo gravar num dos meus discos em andamento, que vai se chamar "Canto é brilho". Ficamos em contato cada vez mais estreito. Desde então, como acontece bem raramente comigo, tenho ouvido o disco dele sem parar há muitos e muitos meses e ainda outros virão, eu sei. Não me canso, choro, acho lindo, triste, bem humorado e com um olhar pras coisas do mundo tão sem mediação que às vezes parece até naif (como naquelas belezas do jorge ben também). Gravando há umas semanas o programa "Vídeo retrato" com a Ana Rovati e o Vinícius Guerra, depois da sessão, ele mostrou uma canção nova chamada "Homens machucados", tão linda, de chorar de novo muito. Todo mundo ficou em estado de graça no estúdio. A conversa foi fluindo e surgiu um convite para eu produzir seu próximo disco, que vai ter o mesmo nome da música "Homens machucados". Fiquei feliz pra caralho, animado, excitado, porque sou fã demais dele. Hoje, depois de umas conversas por telefone e email, foi nosso primeiro encontro ao vivo, ele me mostrou outras músicas, vamos ouvir longamente todas e escolher as oito que vão para o álbum. Obrigado, Capucho, por essa oportunidade de ficar mais tempo ao seu lado, lugar onde aprendo e me encanto muito. Em breve mais coisas incríveis para nós! Por enquanto, quem não o conhece, pode ouvir o disco maravilhoso que é o Poema Maldito", produzido pelo Felipe Castro, e que está na internet neste link aí: https://www.youtube.com/watch?v=7VayLXwS3eY