sexta-feira, dezembro 19, 2014



Alguns discos chegaram aqui em casa, leit@res. Pedro os trouxe numa caixinha. São os que mandaremos para os colaboradores. 
Agora, sim, chegou a hora de o pessoal da cozinha se reunir à sala para brindar o bichano! Como disse, vou nomear todo mundo, porque não tenho palavras que agradeçam.

 Estamos todos na sala,acabou a cozinha:

Eu, Felipe, Pedro, Leonardo, Rafael, João, Ruth, Carlos Artencio, Felipe Escovedo, Paulo Baiano, Tive, Alexandre, Marcelo, Manoel, Sacramento, Pedro Spagnol, Fabio Pedroso, Ana Clara Santos, Fabio Shiraga, Carlos Navas, Claudia Bonan, Marcelo Celuzo, Raul Corrêa, Luciane Ribeiro, Luis Valério, Danilo Melo, Felipe Grilo, Frederico Portela, Marcela Biasi, Carolina Zanotello, Danilo Carandina, Paulo Girão, Sirineu Ciro, Leonardo Davino, Kali C., Ana Calvente, Bob Gaulke, Marília Rios, Monica Ramalho, Gabriel da Matta,Guilherme Tristão, Izabel Mieiro,Tiago B arros, Eloá Xavier,Hugo Nogueira, Dulce Vasconcelos, Emmanuel Middard, Heleine Fernades, Maria Augusta, Ítala Povoleri, Sinval, Renato Gomes, Renato Amaral, Cassio Serafim, Klaudia, Carlos Magalhães, Etel Frota, Leandro Corinto, Karina Forlenza, Isabela Santiago, Jorge Marques, Vinicius Silva, Kleber José, Edmilson Borret, Walter Rabello, Mônica Ribeiro, Eduardo Ochs, Ricardo Medeiros, Cristina Braga, Silvio Figueiredo e Ney Matogrosso.

Essas são as palavras pra que o disco ficasse real.

Vejam:
capa e encarte
Contra-capa



Ontem, foi a confraternização de final da novena. Foi aqui no meu apezinho.

É a minha Vizinha da Frente quem coordena tudo. Eu já disse, tudo é em torno da direção que o Papa Francisco tem dado pra Igreja. E o que se quer é que todos sejam fiéis. Não sou um católico, mas quis participar pelo legal de me reunir com os vizinhos, de me aproximar do pessoal, porque tem as boas vibrações da aproximação e tudo.

Sou religioso como mamãe. O que vier a gente traça, se a gente estiver afim. E é o que tiver mais perto. Quando moramos em Marapé, com a igreja logo ali, mamãe era católica. Quando fomos pra Papucaia, por causa da comunidade japonesa, ela se tornou budista. Aqui, moramos em frente a uma igreja batista, aí, ela era batista. E também não era nada. Também se dizia macumbeira e ía a centros de macumba ouvir tambor e ver as danças. Era religiosa e social, apenas. No final das contas é sempre e tudo Jesus, que é, assim, um Buda, assim, tudo um Preto Velho...

Agora, o ponto:

Pedro vai buscar os Poemas Malditos, hoje. Segunda-feira começarei a mandar pro pessoal.

Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quinta-feira, dezembro 18, 2014

Alguns certificados já com o selo de autenticação. Se o bom leit@r quiser presentear a um amigo com uma de minhas telas, será só dizer, que lhes mostro todas as que tenho aqui, comigo:


quarta-feira, dezembro 17, 2014



Pedro veio aqui e fez pra mim certificados de autenticidade para tod’As Vizinhas de Trás” que tenho em casa, incluindo as do Poema Maldito, só não fez da que tou acabando, a que fiz com rolinho. Também peço aos que têm elas em casa, pra me mandar uma foto, que, aí, a gente faz. Descobri isso de certificado para obras de arte, aqui, na internet. E gostei.
Eu disse pra minha colega de classe, nas aulas de pintura, que o que faço é artesanato. Aí, bom leit@r, ela que é uma aluna veterana me disse que eu tou com uma idéia errada de meu trabalho. E perguntou porque acho que As Vizinhas... seja artesanato. Eu disse que achava isso, porque eu repito sempre a mesma coisa, o boníssimo leit@r sabe que não tenho problemas com repetição, não vejo monotonia em repetição, se liga.
Outro dia, estive prestando atenção no tic-tac do relógio que fica na cozinha. Foi muito incrível, leit@r, porque as vibrações que saíam do tic, e que iam morrendo no meu ouvido de atenção, ainda existiam sem morrer, quando as vibrações do tac começavam a ecoar na cozinha, tudo muito baixinho e eu atento. Então, esse ecoar de vibrações, umas pra dentro dos outras, umas por sobre as outras, saindo das outras, por baixo das outras, derretendo nas outras e tudo, deslocaram de tal modo o tic-tac, que não era mais ele que eu ouvia, se ligou? E comecei a experimentar ouvir vários sons no tic-tac. De novo era a noite de Van Gogh, ta ligado? Era o relógio derretido de Dali.
Então, não tem monotonia, igual quando todos os dias o sol nasce. Por isso não vejo problema em repetir.
Voltando à minha colega veterana de classe, ela voltou a dizer que eu estava com uma idéia errada de meu trabalho. Mas não me explicou também nada. Ninguém sabe o que é arte.
Fui.

terça-feira, dezembro 16, 2014

Depois da surpresa da coluna Trem Azul, recebo, de minha cidade natal, a Cachoeiro Cult com uma chamada pro Crownd do Poema Maldito, na matéria da Angela Faria.
A matéria de capa, também é de um artista da música cachoeirense, o Flávio Marão.
É uma alegria grande, leit@r, voltar à cidade desse jeito, veja:


Chegaram os envelopes que encomendamos de Sampa, pela internet, para que postemos o Poema Maldito pros colaboradores. Os discos deram uma atrasada, por conta do movimento de Natal e por conta de como tudo foi acontecendo, leit@r. Mas ele ta chegando, como diria o Pedro, ele está prestes a atravessar a ponte, agarrado no engarrafamento das obras do Porto. Mas vai desagarrar...

Também estou terminando a última d’As Vizinhas de Trás”, comprada como cota do crownd.

Eu disse ao leit@r que tinha decidido fazer fundos inteiros e brancos pr’As Vizinha... – Poema Maldito”. Mas, aí, as marcas das pinceladas, no branco, começaram a me incomodar. E quando falei do incômodo ao professor, ele me disse que não incomodava a ele, porque pintura são marcas, ele disse. Mas, se eu não tava gostando, então que desse uma segunda demão sobre os meus brancos.

Fiz isso, leit@r, e continuei não gostando, porque, no final das contas, não sou um Goya, que faça brancos de imaginação, se liga. Mas também, não queria declinar de minha idéia de que as tel’As Vizinhas... – Poema maldito” fossem brancas.

E depois das minhas experiências com tinta acrílica, com tinta a óleo, com duas demãos e tudo, quando ainda tinha uma última tela Poema Maldito pra fazer, continuei falando ao professor sobre a dificuldade com o branco.

Aí, ele disse:

- Faz o seguinte: a próxima tela que você trouxer, você vai fazer o fundo branco com o rolinho – e, pronto, leit@r, era o que eu queria, está ficando o branco que eu queria, simples e inteiro.

Então, é isso, as telas fazem sentido juntas, porque elas contam um processo. E separado também, porque são inteiras.

Fora isso, agradecido demais com cada um dos que fizeram com que o Poema Maldito esteja a caminho.

Logo, logo, ele atravessa a ponte e mando pra vocês.




segunda-feira, dezembro 15, 2014



Foi legal demais, ontem, ouvir no rádio dentro do programa Cantos da Alma Latina, uma coluna sobre Luís capucho. A gente não consegue falar direito sobre grandes coisas, mas estávamos reunidos em meu quarto, com o radiozinho ligado, eu, Pedro e minha Vizinha de Baixo e Bob, que refestelou-se no chão, junto à parede, aberto, no finalzinho da tarde. E ficamos escutando. A gente tava na maior dúvida se iria mesmo rolar, porque o programa começou com clássicos da música latina e tudo. Eu sou muito fã da Fátima Guedes, aí, ela cantou uma música inacreditável sobre a invenção do violão e, de repente, a voz do locutor disse que iria fazer uma reprise da coluna Onda Azul a pedido do Manto, que tinha acabado de lançar o Circo de Pulgas e que eu tinha feito a orelha e tal.

Aí, tudo mudou, boníssimo leit@r, e era o Manto falando de um compositor do underground carioca que merecia ser mais conhecido pelo grande público. A Cassia Eller me mandou um beijo e cantou Maluca. O Manto falou um pouco da minha história, da doença, falou dos parceiros, dos discos, dos livros, do que ando fazendo. Cantei Lua Singela. Máquina de escrever do "Antigo". Foi um lance mesmo de me apresentar pros ouvintes. Ficamos chocados ali, na luz da tarde do quarto, com o Rio de Janeiro inteiro, lá fora, brilhando e entrando pela janela.

Quando acabou a coluna o locutor, Mário André, disse que tudo iria ser reprisado on line, na quinta-feira. Vou saber o endereço certinho e os horários pra dizer ao leit@r.
Fui.