terça-feira, julho 22, 2014



A parceira Kali C. me propôs fazer um show juntos, cru como tenho sido, voz e violão apenas. O leit@r sabe que isso faz muito sentido, porque estou prestes a explodir a bolha do disco “Poema Maldito”, que gravei nesse estilo mais heavy no Tomba Records, com Felipe Castro.
E, no domingo, tivemos um primeiro encontro para pensarmos o bichano.
E, leit@r, colocar-se no mesmo compasso de outro, pra gente que é humano, de início, exige treino, você sabe.
Depois, será natural como estar no leito de dois rios que se encontraram.
É certo que eu e Kali mostramos nossas músicas, um ao outro, pelo correr dos anos, como coisa natural. Mas mostrá-las juntos, engrossar o caldo, na mesma força e ritmo do correr das pedras, é diferente.
Estamos animados!
Fui.                
                                Foto feita por Rafael Saar

segunda-feira, julho 21, 2014



Antes que eu entregasse a casa onde morei com mamãe à imobiliária, Rafael Saar e Pedro Paz vieram para fazermos umas músicas na casa vazia. Não sabemos muito bem como usar o que colhemos, pois o leit@r sabe, é um processo.
E quando perguntei ao Rafael sobre o que ele pensava fazer, ele disse:
- Ainda não sei...
Pedro fez o making of.
E escolhi três fotos de que gostei muito, pra mostrar:



sexta-feira, julho 18, 2014



Então, eu não conseguia estar sozinho, quando fechava a porta e janelas. Tinha sempre a cabeça invadida de um burburinho nojento, de que eu não gostava. Uma energia pouco fluida, pesada, dos Vizinhos de Trás.
Ari está arrumando a casa pra entregar na imobiliária.
Não vejo a hora.
Fui.

quinta-feira, julho 17, 2014



Acordei mais cedo que de costume, mas, logo depois do café, me perdi por dentro e paralisei. Há movimento em torno e devo me deixar puxar pra ele, porque em mim, não há.
Fui.

quarta-feira, julho 16, 2014



Olhando paralizado para meu novo apezinho, enquanto resolvo a burocracia de entregar a casa de trás, onde morei por muitos e muitos anos.
Eu disse pra minha Ex-Vizinha de Janela, quando ela me perguntou se já tinha ajeitado as coisas aqui:
- Preciso olhar as coisas, ficar olhando, pra conseguir decidir o que fazer... como reorganizá-las no espaço da casa nova. Eu sei que há o risco de eu nada fazer, de ficar contemplando pra sempre as coisas atravancadas pelo chão. Sou lento.
- Quando estiver pronto, quero ver – ela disse.
Fui.

terça-feira, julho 15, 2014

Dia muito lindo de inverno entrando pra meu apartamento.

Continuo com todos os meus Vizinhos, agora, modificadas as posições. Me reorganizei no mesmo lugar, leit@r, e ganhei visão, me aprumei. A casa onde eu morava, ficou atrás de mim e embaixo. Minha Vizinha de Janela é minha Vizinha de Baixo, agora.

Ganhei noção de onde estou, no centro do vale.

Meu novo apezinho ganha muito espaço, que entra pelas janelas. Ganhei muito céu, tenho visão das casas que sobem pelo final da rua, do arvoredo que desce o encontro dos morros, embaixo das nuvens iluminadas. Tudo muito lindo.

Pedro tirou uma foto noturna.

Veja:


Um Cinema Orly para Ouro Preto:

sexta-feira, julho 11, 2014



Restaurando mais uma de minhas canções antigas, uma parceria com Suely Mesquita, Frankenstein.

Frankenstein – luís capucho/Suely Mesquita

Espalhados na memória restos de dia, cacos
No futuro não se juntam mais pedaços
Quebro a cabeça e não alcanço
Sou tranquila
Guardo imagens absurdas sem traí-las
Centralizo sangue, sugo pedaços
Superponho inventando novo ser
Frankenstein me inspira.

Obs: minha restauração não deixou a música, outra vez, límpida, cristalina, como nova. Mas é a Frankenstein perfeita, com todas as suas emendas de corpo recauchutado.
Fui.