segunda-feira, outubro 20, 2014



Animado em terminar As Vizinhas de Trás que havia começado a fazer há duas aulas passadas. Hoje terei aula.
Como  disse a meu bom leit@r, na minha cabeça, ela está meio uma bandeira-azulejo à moda Gentileza, o profeta.
São engraçados esses lances: sempre que passo na rodoviária, embaixo da entrada da ponte, meu olhar procura as pilastras, onde estão os vários painéis que o Gentileza fez. Então, eu me lembro da vez em que fui ver uma exposição do Arthur Bispo do Rosário, e fico pensando nisso, em como esses caras incríveis - como parafraseou o Rodrigo Contrera a respeito de meu disco “Cinema Íris” - viram o mundo como a gente de baixo e, aí, eu me identifico demais com as suas ranhuras, nervuras e tudo. Então, mesmo que me sinta muito cru, e mesmo que esses caras não sejam apoio de nada, são um horizonte.
Como quando não entendi, quando o Silvio Essinger, uma vez, lembrou-se de Damião Experiência, ao ouvir o Cinema Íris.
Fui.

sexta-feira, outubro 17, 2014



A alegria de ver meus livros andarem sozinhos:

O narrador-personagem do Rato provoca muita antipatia. Há os leit@res que não conseguem ver além dela, como foi o caso daquele cara nojento de Goiânia que, chocado, disse o livro ser um livro podre, que não mereceria existir... . O Renato Alves passa por isso e conclui: "Mas Rato não é do tipo de livro que visa o choque pelo choque. Tanto é que esse caráter incisivo torna grande parte de seus defeitos – as repetições descritivas, o tom confuso e um tanto pobre que algumas passagens possuem, especialmente na primeira metade – não serem tão relevantes e nos conduzir até um crescendo de sensações e um final que pode colher algumas lágrimas, mesmo que você não saiba porque. E nos fazer repensá-la depois que acabamos a leitura."
http://www.outrapagina.com/blog/rato-luis-caputo/

Obs: O Renato usa para ilustração de sua resenha a foto da primeira capa do livro, a original, feita pelo Pedro. Depois, por causa de arrumações da editora, limaram nossa capa!

E achei isso também, na Vila Buarque, em Sampa:
Clube de leitura Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato
Com João Luiz Marques
Encontros mensais para conversar sobre a leitura de autores brasileiros contemporâneos, previamente selecionados e lidos. Para novembro, o escolhido foi o romance "Mamãe me adora", de Luís Capucho, pela Ed. Vermelho Marinho. Para maiores de 14 anos.
Dia 14 de novembro às 20h – Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato


Digitalizando minha agenda de 1988.
Para o dia, há uma série de tarefas que penso fazer. Sempre penso isso, que o tempo vai se encurtando.  À medida que vai avançando, a impressão é de que encurta. A gente é encaixotado em cada dia e, às seis horas da tarde, o tempo do caixote de um dia é menor que o tempo do caixote, às seis da manhã.
Eu sei que se não pensarmos em caixotes, se nos abstrairmos da idéia de caixotes menores, ficamos com caixotes mais leves mensais, e caixotes que quase não se parecem com caixotes, anuais e, sei lá leit@r, o horrível mesmo, o pior, é quando escapulimos e ficamos presos no caixote da eternidade, que é onde tudo começa e termina.
Feita essa divagação, vamos ao post de hoje.
Estou digitalizando minha agenda de 1988. Também, naquela época, mantive escrever em caderninhos, quando não tinha espaço nas agendas. E estou digitalizando, sem disciplina. Por isso demoro demais.
É um caixote curto.
Fui.

quinta-feira, outubro 16, 2014



As novas Vizinhas que tou fazendo na sala de aula têm a ver com as bandeiras-azulejos do profeta gentileza, embaixo da ponte. Eu não sei. É a segunda tela que estou aprontando em sala de aula. O professor disse que essa é uma fase de exercícios, em que devo experimentar  variadas aplicações de tinta, leit@r. Mas eu não sei. Não é que eu faça aplicações próximas ao modo como o Gentileza fazia em suas bandeiras-azulejos, embaixo da ponte. Também não é que eu esteja fazendo apenas exercícios e nem que use palavras.

Tem a ver, por causa do amor, ta ligado?

Ui!

quarta-feira, outubro 15, 2014



Ante-ontem, minha , agora, Vizinha de Baixo, telefonou-me para saber de mim e para que eu não voltasse pra casa, porque estava um tiroteio aterrorizante aqui.
-Na rua?
- Ta ecoando entre os morros, não dá pra saber de onde vem... é muito perto – ela falou.
Então, leit@r, a atitude política é: esconder-se entre as paredes e esperar pelo silêncio.
Fui.

terça-feira, outubro 14, 2014


Ontem, terminei de fazer minh”As Vizinhas...” que tava construindo nas aulas do Parque Lage. E levei pra Ruth. Colocamos na mesma parede e acima da tela das outras Vizinhas que ela tem. Então dá pra ver os ganhos que tive, por enquanto. Na verdade, não dá pra saber muito, porque a tinta que usamos nas aulas é tinta acrílica e tenho que ser rápido, manusear rápido, senão não dá pra fazer o que eu quero, porque não consigo ficar trabalhando um detalhe com que cismo, porque a tinta já secou. Só vou saber mesmo de meus ganhos, quando em casa, usando tinta óleo, terei mais tempo pra burilar, quando quiser... o silenciosíssimo leit@r sabe que sou meio albardeiro, mas que tenho umas cismas...rs.

Ruth fotografou elas comigo.

Veja: